domingo, 17 de agosto de 2008
Alanis - Joining You
Uma coisa sobre a qual eu me indago bastante nessa vida é o por quê de Alanis Morissette simplesmente não ter dado certo. Aí eu assisto um vídeo desses e me sinto quase depressiva, ela era tão excelente! Tudo bem que o melhor CD dela foi mesmo o "Jagged Little Pill", mas ela continuou a fazer coisas ótima depois dele (como essa música aí), mas o tempo passou e aí foi só ladeira abaixo.
Alanis, volte a ser bicho-grilo, fikdik.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
guess who's back!
Meu brasil brasileiro, tô de volta à República das Bananas, do jeitinho, e dos cobradores que fazem o motorista parar o ônibus por uns 2 minutos para conversar com us colega (episódio vivenciado no domingo por esta que vos escreve).
Bem, o que eu achei mais legal nessa coisa de ir pra outro país é o estranhamento que isso traz... E vejam bem, passei apenas duas semanas fora, em uma viagem bem "turística", e já estou falando em estranhamento! Claro que é bem diferente quando você passa mais tempo e realmente vê como é a vida em outro lugar, mas acho que já dá pra ter um pequeno olhar diferente sobre as coisas. E não apenas aquela coisa de "nós e os outros", mas também de nós com nós mesmos, com o que é nosso. Quero dizer que a gente aprende a desnaturalizar (ainda que um pouco) tudo aquilo que, por nos ser familiar demais, corre o risco de passar como algo que sempre foi e sempre vai ser de uma determinada forma. Pelo menos foram alguma das minhas impressões, ainda que extremamente limitadas porque, oi, foram só duas semanas.
De toda forma, é claro que eu não deixei de lado o etnocentrismo que ronda sem cessar.. Mas fora alguns (muitos) cortes de cabelo desastrosos e algumas pessoas pseudo-modernetes que me pareceram, todas, saídas de uma novela dos Rebeldes, não tenho nada o que criticar quanto às pessoas - digo isso porque existe uma certa lenda em torno da arrogância argentina, especialmente em relação a brasileiros.. de fato conheci gente chata, mas que eram chatas por si mesmas e não pelo fato de eu ser brasileira ou algo assim. No geral conheci muita gente bacana, como também muita gente interessada no Brasil e no português. Tudo bem que pra eles Brasil = Rio de Janeiro ou Camboriú (e o resto é licença poética), mas isso está longe de ser uma impressão só deles. E bem, pra gente também Argentina = Buenos Aires, às vezes.
Eu e as meninas ficamos em um hostel cujo dono era judeu e onde, por isso, havia muitos israelitas.. Então acabei conversando mais com alguns israelitas (extremamente simpáticos!) do que com argentinos. E também com um russo (que morou em Israel a partir dos 10 anos de idade, hehe) que disse muitas coisas sobre o Brasil que eu não gostei de escutar, e que falou também que nós éramos as primeiras brasileiras inteligentes que ele conhecia. Não deu pra ficar exatemente feliz com o "elogio", e o mais triste disso tudo é que ele realmente estava sendo sincero, porque visivelmente começou a agir de forma diferente depois de algumas conversas com a gente.. No início ele era mais irônico, depois passou a ser mais respeitoso e etc. E eu super fui com a cara dele, apesar das opiniões bizarras e muito preconceituosas que ele emitia às vezes. No começo fiquei arrumando desculpas pra isso, dizendo que no fundo ele tinha aprendido as coisas assim e era por isso que pensava dessa forma, mas a Laura percebeu e me disse "olha, você está tentando justificar essas coisas que ele diz porque simpatizou com ele!". E bem, é verdade.. Todos são responsáveis pelo que pensam, não é mesmo?
A viagem foi muito divertida e em grande parte isso se deveu à capacidade que as meninas tiveram de levar tudo com bom humor, inclusive episódios em que nos perdemos por minha culpa (por exemplo), ou situações em que se poderia facilmente colocar a culpa em alguém, fazendo disso, pelo contrário, motivo pra rir sem ficar apontando quem fez isso ou aquilo errado. Isso foi bastante saudável, principalmente porque é bem difícil conviver por duas semanas em tempo quase que integral... E houve situações bem horríveis das quais rimos muito depois, como uma noite em Córdoba que passamos tremendo e sem conseguir dormir nem um minuto por causa do frio.
Mas teve situações totalmente excelentes, como o dia em que fomos ao tango. Sem noção o tanto que é bom dançar, e o tanto que é difícil também.. No lugar em que fomos, havia um casal mais velho (com certeza com mais de sessenta anos) e que dançava muito, muito bem. E era bonito demais ve-los dançando.
Bem... comento mais fatos conforme for me lembrando deles, haha. Ou quando eu conseguir revolver pra quê, afinal, eu tenho um blog. Pois é, ainda não sei.
Ouvindo Fiona Apple - Slow Like Honey
Bem, o que eu achei mais legal nessa coisa de ir pra outro país é o estranhamento que isso traz... E vejam bem, passei apenas duas semanas fora, em uma viagem bem "turística", e já estou falando em estranhamento! Claro que é bem diferente quando você passa mais tempo e realmente vê como é a vida em outro lugar, mas acho que já dá pra ter um pequeno olhar diferente sobre as coisas. E não apenas aquela coisa de "nós e os outros", mas também de nós com nós mesmos, com o que é nosso. Quero dizer que a gente aprende a desnaturalizar (ainda que um pouco) tudo aquilo que, por nos ser familiar demais, corre o risco de passar como algo que sempre foi e sempre vai ser de uma determinada forma. Pelo menos foram alguma das minhas impressões, ainda que extremamente limitadas porque, oi, foram só duas semanas.
De toda forma, é claro que eu não deixei de lado o etnocentrismo que ronda sem cessar.. Mas fora alguns (muitos) cortes de cabelo desastrosos e algumas pessoas pseudo-modernetes que me pareceram, todas, saídas de uma novela dos Rebeldes, não tenho nada o que criticar quanto às pessoas - digo isso porque existe uma certa lenda em torno da arrogância argentina, especialmente em relação a brasileiros.. de fato conheci gente chata, mas que eram chatas por si mesmas e não pelo fato de eu ser brasileira ou algo assim. No geral conheci muita gente bacana, como também muita gente interessada no Brasil e no português. Tudo bem que pra eles Brasil = Rio de Janeiro ou Camboriú (e o resto é licença poética), mas isso está longe de ser uma impressão só deles. E bem, pra gente também Argentina = Buenos Aires, às vezes.
Eu e as meninas ficamos em um hostel cujo dono era judeu e onde, por isso, havia muitos israelitas.. Então acabei conversando mais com alguns israelitas (extremamente simpáticos!) do que com argentinos. E também com um russo (que morou em Israel a partir dos 10 anos de idade, hehe) que disse muitas coisas sobre o Brasil que eu não gostei de escutar, e que falou também que nós éramos as primeiras brasileiras inteligentes que ele conhecia. Não deu pra ficar exatemente feliz com o "elogio", e o mais triste disso tudo é que ele realmente estava sendo sincero, porque visivelmente começou a agir de forma diferente depois de algumas conversas com a gente.. No início ele era mais irônico, depois passou a ser mais respeitoso e etc. E eu super fui com a cara dele, apesar das opiniões bizarras e muito preconceituosas que ele emitia às vezes. No começo fiquei arrumando desculpas pra isso, dizendo que no fundo ele tinha aprendido as coisas assim e era por isso que pensava dessa forma, mas a Laura percebeu e me disse "olha, você está tentando justificar essas coisas que ele diz porque simpatizou com ele!". E bem, é verdade.. Todos são responsáveis pelo que pensam, não é mesmo?
A viagem foi muito divertida e em grande parte isso se deveu à capacidade que as meninas tiveram de levar tudo com bom humor, inclusive episódios em que nos perdemos por minha culpa (por exemplo), ou situações em que se poderia facilmente colocar a culpa em alguém, fazendo disso, pelo contrário, motivo pra rir sem ficar apontando quem fez isso ou aquilo errado. Isso foi bastante saudável, principalmente porque é bem difícil conviver por duas semanas em tempo quase que integral... E houve situações bem horríveis das quais rimos muito depois, como uma noite em Córdoba que passamos tremendo e sem conseguir dormir nem um minuto por causa do frio.
Mas teve situações totalmente excelentes, como o dia em que fomos ao tango. Sem noção o tanto que é bom dançar, e o tanto que é difícil também.. No lugar em que fomos, havia um casal mais velho (com certeza com mais de sessenta anos) e que dançava muito, muito bem. E era bonito demais ve-los dançando.
Bem... comento mais fatos conforme for me lembrando deles, haha. Ou quando eu conseguir revolver pra quê, afinal, eu tenho um blog. Pois é, ainda não sei.
Ouvindo Fiona Apple - Slow Like Honey
terça-feira, 15 de julho de 2008
agora
(esperar. tentar ler e inevitavelmente me distrair. comer chocolate pra acalmar a ansiedade. passar as mãos nos cabelos. pensar no que deveria ter feito nessa ou naquela situação. pensar na próxima semana. pensar nas próximas semanas. tenho que trazer presentes. pensar no próximo semestre. pensar no ano que vem. mudança. mudanças. a obrigação de escrever. a procrastinação. adiar. olhar o céu desde a minha janela. resposta que não vem. e como eu sou falante. inventar circunstâncias futuras. criar histórias na minha cabeça. não ver, e imaginar. lembrar. sentir. histórias incompletas. apego. desapego. superestimar. poesia. esperar.)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
focando no profissional - parte 2

Pois é, meu Brasil. Assim tá difícil!!!
E outro dia (ok, na verdade foi ontem) caiu minha ficha de que já estamos em JUNHO. Junho, gente, como assim? Pra onde foram os outros meses??? O que eu fiz da minha vida??
Ok, nota mental: eu preciso parar com meus arroubos dramáticos. Tipo kill the drama, cut the bullshit. Mas serião, eu preciso encarar as coisas de uma forma menos... menos esse jeito que eu encaro sempre.
Já que fiz essa pausa pra divagações existenciais, a questão é que outro dia eu tava pensando algumas coisas que eu queria mudar - sabe, essas defeitos com os quais a gente vive há tanto tempo que se acostuma a eles até perceber que nem todo mundo é assim e, opa, existem outras formas de se viver. Sem me alongar em excesso - pq, como já diria uma sábia comunidade do orkut, divagações têm que ser curtas (e não é porque esse blog é meu que vou começar a fazer disso um lugar de desabafo descontrol) -, eu acho que saber encarar as coisas de uma forma mais lúcida não faria mal. Oi, cadê a divagação curta mesmo??
p.s.: Imagem roubada do orkut da Danusa. Tudo bem que ela nunca vai ver isso, mas fica a referência.
focando no profissional
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Contexto 1: e-mail contando fofocas. Raquel diz:
Tucha: Acho otimo o seu jeito de lidar com seus flertes!! Vc tem uma habilidade IN - CRI - VEL de enjoar das pessoas!
'BRIGADO!
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Contexto 2: Comentários do blog. Jão diz:
[...]Neim... Menino não Martha! Homem é o que você precisa :p
'BRIGADO DE NOVO!!!!!
Contexto 1: e-mail contando fofocas. Raquel diz:
Tucha: Acho otimo o seu jeito de lidar com seus flertes!! Vc tem uma habilidade IN - CRI - VEL de enjoar das pessoas!
'BRIGADO!
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Contexto 2: Comentários do blog. Jão diz:
[...]Neim... Menino não Martha! Homem é o que você precisa :p
'BRIGADO DE NOVO!!!!!
domingo, 1 de junho de 2008
don't
eu odeio quando as pessoas criam expectativas em relação a mim. isso vale pra qualquer área da minha vida, incluindo os desastres que podem ser chamados, grosso modo, de (cof) "vida pessoal". óbvio que eu estou passando por uma situação que tem a ver com isso, e óbvio também que esta não é realmente a questão principal do problema. mas torna as coisas bem mais difíceis.
quanto à minha vida pessoal, a partir de agora declaro que estou "focando no profissional". é. eufemismo rlz.
Ouvindo la femme chocolat, Olivia Ruiz
quanto à minha vida pessoal, a partir de agora declaro que estou "focando no profissional". é. eufemismo rlz.
Ouvindo la femme chocolat, Olivia Ruiz
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