Eu realmente queria que meus amigos pudessem saber como eu sinto falta deles. As vezes eu imagino que isso não seja explicito, nao soh pq eu definitivamente não tenho talento pra mandar noticias, como pq eu evito me voltar totalmente pro Brasil. Fazer isso faria com que tudo - o de ruim e o de bom - que eu tenho vivido aqui ficasse sem sentido, pq se eu vim foi pra experimentar algo novo e longe das minhas "areas de conforto" (adoro esse termo, haha, primeiro pq o acho engraçado, e depois pq eh exatamente disso que se trata: do que me eh confortavel e familiar, ao passo que aqui muitas coisas sao estranhas e distantes daquilo que eu conheço). As vezes eu não sei se estou conseguindo aprender tudo o que eu devia ou que eu poderia. Isso eh uma resposta em especial pro Ramiro :) . Eu também sei que eh normal que nao se aprenda tudo, mas às vezes eu me sinto incapaz de entender o que mudou ou não em mim ou o que eu aprendi. Eu definitivamente não me sinto a mesma, mas talvez eu saiba menos quem eu sou.
E sobre meus amigos, pq foi disso que eu comecei a falar, acontecem umas coisas engraçadas aqui às vezes. De tanta saudade, eu faço coisas com as pessoas que eu conheci por aqui - brincadeiras, trejeitos ou dizeres - que eu fazia com meus amigos do Brasil. Mas na grande maioria dos casos, quando eu faço isso aqui, fica soh uma coisa meio sem contexto e não eh raro que as pessoas me olhem com um ar de quem pergunta "- q?". Mas eh que eu sinto tanta falta que fazer isso eh como trazer um pedacinho dos meus amigos de volta. Acho que ajuda.
Ouvindo Nara Leão - "Pede passagem"
quarta-feira, 3 de junho de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
de volta. ou nao.
Tinha prometido fazer contato nem que fosse por aqui, mas demonstrei mais uma vez que eu sou uma tratante sem vergonha. A verdade é que escrever tem sido dificil, e eu me sinto bastante frustrada com isso. Praqueles que acham que sofrem de algum boicote de minha parte, saibam que é pura falta de capacidade de reunir em algumas - ou muitas - linhas todas as percepçoes, fatos e bizarrices que vem se passando nessa terra estrangeira. Pr'algumas pessoas eu cheguei a mandar um ou outro email, mas no geral fiquei no silêncio mesmo: e isso também em relaçao a mim mesma, uma vez que eu sempre gostei de escrever (nem que fosse em um caderno qualquer) as coisas que se passam comigo, e eu nao fiz isso por aqui sequer uma vez. Como eu repito e acho que jah escrevi tb por aqui, escrever me ajuda a pensar. E sem conseguir escrever, eh como se eu nao conseguisse sintetizar bem tudo o que se passa. E por mais que minha vida nao esteja uma bombaçao ilimitada (pq eh essa a impressao de quem fica em relaçao a quem vai), o proprio fato de estar aqui jah faz com que eu me defronte com milhoes de coisas que deixam minha cabeça a mil. Gringa na terra dos gringos - mas sobre os gringos eu escrevo depois. Por enquanto, basta sentir que eu escrevi algumas linhazinhas.. Espero que isso dure.
Ouvindo as crianças assistindo "corrida maluca" no video-cassete.
Ouvindo as crianças assistindo "corrida maluca" no video-cassete.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Feliz Natal, Brasil
domingo, 21 de dezembro de 2008
promessas de ano novo
a primeira delas: tentar ser uma pessoa mais generosa, comigo e com os outros. "generosa" em um sentido bem específico e que nada tem a ver com "bom coração"; como disse a CL, e eu gosto muito dessa idéia, nem a vida nem a literatura se fazem com bom coração, mas há algo que não se resume e tampouco se define por isso. é uma delicadeza mais sutil, necessária, mas que também exige certa coragem pra ser aceita.
é algo como o meu entendimento dessa delicadeza que eu queria cumprir.
Ouvindo The Strokes - Is this it
é algo como o meu entendimento dessa delicadeza que eu queria cumprir.
Ouvindo The Strokes - Is this it
sábado, 20 de dezembro de 2008
das coisas que eu odeio
Tenho criado uma aversão toda especial por um certo tipo de gente que eu não sei definir muito bem, mas sei descrever aquilo que mais me incomoda: pessoas que não discutem. Bem, eu tenho o sério problema de gostar de discutir. Ok, meu Brasil, admitamos, eu sou uma chata, gosto de discordar e de criticar e de ver o que as pessoas vão achar disso e me dizer de volta. Ou, pelo menos, na maior parte do tempo. Muitas vezes não sou feliz no meu tom (arrogante/grossa/etc), mas sabe... ainda acho que há algo de bom no fato de as pessoas trocarem impressões, se dizerem coisas, e que seja, brigarem. Há certa dignidade, é o que eu penso, em tomar um lugar ou uma posição, seja lá qual for, embora de forma alguma eu ache que qualquer uma seja válida. MAS eu tenho me dado incrivelmente mal ao me relacionar (e ao me importar) com gente que é o inverso de mim. Que, se eu ofendo, se cala. Se eu brigo, não diz nada. Se eu sou babaca, julga em silêncio. Eu posso até ser uma idiota p.n.c. com certa frequência, mas por favor, jogue isso na minha cara e me deixe me explicar, dar minhas versões ou minhas desculpas esfarrapadas. O que eu odeio é o silêncio - um certo tipo de silêncio, que se não é resignação, é interrupção na comunicação. Ok, silêncio pode ser um tipo de comunicação (e um tipo que eu preciso aprender, pq tendo a falar sem parar e isso tampouco significa sempre comunicação), mas há silêncios funestos, que eu odeio, e com os quais eu, na minha tagarelice ansiosa, não sei lidar.
Ouvindo Carmen Consoli - Bonsai #1
Ouvindo Carmen Consoli - Bonsai #1
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
sophie hunger
Procrastinar na internet é uma merda. Procrastinar no lastfm, youtube, ou qualquer coisa que envolva música é pior ainda porque de repente vc se depara com uma coisa que adora à primeira escuta e fica descontrol até fazer download e tudo o que vê pela frente. E fica escutando ao invés de escrever. E fica com as músicas na cabeça quando não está escutando.
Blame Sophie Hunger!
Ouvindo: NADA, juro, e com muita força de vontade. Mas com essa música aí embaixo na cabeça.
Blame Sophie Hunger!
Ouvindo: NADA, juro, e com muita força de vontade. Mas com essa música aí embaixo na cabeça.
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