segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ahazada

Sério. Fiquei realmente triste com o fato de o Gabeira não ter ganho pq era a única disputa eleitoral com que eu me importava de fato.
De toda forma, acá em Bêagá, entre a prepotência política de um oportunista metido a esperto e a prepotência de um grupo político metido numa aliança ridícula, acabei ficando com essa última. Oscilei até o fim entre votar ou não em nulo mas por fim achei que, dentre as escassas opções possíveis, o Quintão era a pior.

No mais,

- quem foi o burro que inventou essa história de monografia? só queria que a geração inteira do romantismo argentino tivesse morrido no anonimato.
- cansei de gente pau no cu. okei, só estou irritada. comigo mesma e com outras pessoas. cadê o manual de convívio social, pufavô?

Ouvindo Beirut - Postcards from Italy

sábado, 25 de outubro de 2008

escolha (eleitoral) difícil

senhor Pimentécio ou senhor Deus-está-comigo-e-dá-pra-fazer?


Na verdade minhas opções tem oscilado entre votar nulo ou votar na falsa esquerda. De início eu tendia a concordar com o João, que disse que embora fosse votar nulo sentia uma pequena coceirinha pra votar no Quintão só pq queria que o Pimentel sifudesse. Eu tb quero. Mas depois fiquei pensando na lista de coisas que todo mundo anda esbravejando que a cidade tem a perder com isso, e bem... não é de se duvidar, tendo em vista o passado político do moço Quintão e a própria forma como ele se apresenta. Ora bolas, não dá pra esperar que alguém que queira ser levado a sério fique forjando sotaques e trejeitos de acordo com a situação em que se encontra. Mesmo assim, eu resisto a votar no Lacerda porque me deu nojinho da prepotência política do grupo que está por trás dele em achar que poderiam jogar qq cara lá e a cidade aplaudiria. No fundo eu tenho a esperança ingênua de que se as coisas chegarem a ser ruins de fato poderia surgir daí um movimento de melhora; em suma, a esperança de que, em se ganhando o Quintão, as coisas vão piorar tanto que o próximo prefeito vai ser um cara bacanão e coisa e tal. Mas eu sei que isso é inocente, e que é provável que, se o Quintão estragar tudo como promete que vai estragar, o mesmo grupo de agora volte pra prefeitura e, pior, com mais legitimidade em função das caquinhas desse peemedebista.

Fuck.

Que percam os dois.


Ouvindo Stars - My favourite book

terça-feira, 14 de outubro de 2008

divagações sobre o nada e outras histórias

Brasilzão do meu corazón (ou escassos leitores do blog, hahaha). Bem sei que não ando frequente por aqui, embora tenha pensado em mil formas diferentes de atualizar essa budega. Mas ou a inspiração ou o ânimo me faltam, ao mesmo tempo em que cresce proporcionalmente o sentimento de culpa por gastar tempo (cada vez mais escasso) aqui - e quando digo "aqui" não me refiro apenas ao meu blog, mas também às visitas aos blogs alheios e a diversão (e a surpresa) ilimitadas de vasculhar blogs aleatórios por aí. Mas todos bem sabem que ando preocupada com a monografia (Francisco Bilbao, senhoras e senhores, é o nome do homem que me tira o sono ultimamente). E consequentemente ando especialmente dramática e birrenta. Ok, Lívia, você venceu: sou dramática mesmo, está em mim, não adianta tentar fazer "workshops de superação" hahaha. Ademais, reclamar tem sido meu esporte preferido - às vezes penso que sou uma alma de 80 anos aprisionada em um corpo de 23. SÉRIO. Só pra dar um exemplo, no sábado teve uma festa de 15 anos em Mariana. E todo mundo sabe da falta de criatividade das festas e bailes dos últimos tempos: primeiro todo mundo bebe, depois todo mundo dança música decadente (tias e primos dançando funk, coreografias que dão vergonha alheia, etc), e depois todo mundo coloca apetrechos distribuidos pelos garçons (anteninhas, óculos coloridos). É sempre assim, antes era divertido mas.. oi, toda vez? Alguém avisa que cansou? Bem, eu acompanhei as três etapas, mais sentada do que dançando com a galere, e depois de encher a cara de whisky (só faltou pedir ao garçom pra tocar Cauby, gente) eu constatei que só havia três horas que eu tava naquela festa. "Quê?? Vou dormir, me acorda depois", foi o que eu disse pra minha prima. E dormi mesmo. E esse é mais um exemplo da minha rabugisse dos últimos tempos (disfarçada aos mais desavisados pelo que a Laura chama de "falsa simpatia", porque ela fica puta em constatar como as pessoas confiam em uma menina risonha! hahahaha!).
Ok, nem tudo é assim. Mas um post alegrinho fica para os próximos dias.

Ouvindo Camille - Assise

E em tempo: agradecimentos ao anônimo que me cobriu enquanto eu dormia no sofá da festa, porque a solidariedade humana é uma coisa bonita.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

óbvio ululante

o ser humano é um projeto que não deu certo.

é o meu parecer.

Ouvindo Safety Bricks - Broken Social Scene presents Kevin Drew

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

'cuz I (heart) House

Burocracia, documentos, colegiado, trabalho, atas (muitas, muitas atas), atlas.ti, monografia, texto, estudo, francês, ansiedade, vida social quase nula.

Gente, sério. Ultimamente só o Hugh Laurie me faz feliz.



Fica aí o meu depoimento.

Ouvindo Regina Spektor - Us

terça-feira, 9 de setembro de 2008

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Não sabe organizar o próprio tempo. Procrastina além do normal. Não sabe se se sente triste por querer ir embora. Opta pelo mais fácil por não saber exatamente o que quer. Se explica o tempo inteiro. Precisa cortar o cabelo. Critica muito e age muito pouco. Auto-boicote. Às vezes não se reconhece mais. Acha que mudou em alguma coisa muito essencial, mas não sabe o quê - falta qualquer coisa que antes não faltava, ou sobra algo que antes não havia. Não sabe. Não sabe se é bom ou ruim. Queria que fosse bom. Às vezes finge que sabe. Ainda é viciada em café. Mas certas coisas nunca mudam, a fala desvirgulada não muda. Os dentes grandes e os olhos pequenos, o pé torto e a forma de rir de (quase) tudo (de piada de vesgo, jamais!). Ainda não sabe usar salto por causa do pé torto. E ainda é fascinada por Fernando Pessoa, por sotaques, por pessoas que cantam sozinhas na rua. Mas não gosta mais de chuva. E de mais um monte de coisas.

Ouvindo Yann Tiersen - J'y suis jamais allé