sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

dai que..

O episodio 3 de Stars Wars me deu queda energética. Acho que vou ter que re-assistir "O Retorno de Jedi" pra ficar felizinha de novo.

Ouvindo Sophie Hunger - Sad Fisherman

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

May the force be with you



Nunca gostei de comentar isso em publico, mas eu nunca tinha assistido Stars Wars. Falo do verdadeiro Star Wars, episodios IV, V e VI, e não os três episodios saidos recentemente. Desses eu jà tinha visto os dois primeiros no cinema, e nem tinha achado tanta graça assim. Hellow, obvio, a saga não tem graça pros leigos que não assistiram os 3 episodios dos anos 70/80.. Mesmo sabendo quem era a Princesa Lea, Darth Vader, Luke, enfim, eu sabia tb que a uma parte da minha infância e adolescência faltavam os referenciais simbolicos essenciais.. E agora eles fazem sentido pra mim. Ok, parece exagero, mas agora eu entendo a genialidade de Stars Wars. Porquê os 3 episodios recentes sao apenas filmes de ficçao saidos na era da tecnologia, enquanto os outros sao "visionarios", sao filmes de ficçao numa época em que nem a tecnologia ainda engatinhava, e isso conseguiu me encantar - mesmo que os "efeitos especiais" me fizessem sorrir. Agora o fato de os três ultimos episodios terem saido bem antes dos três primeiros faz todo sentido - estratégia genial do George Lucas -, e eh obvio que depois de ver a saga antiga eu estou louca pra rever a saga recente (ok, menos "a ameaça fantasma", porque nao serve pra nada). E de certa forma me sinto com sorte de nao ter visto o episodio 3 antes da hora. Eu sabia "quem" era o Darth Vader, sabia que ele era o pai do Luke, etc, mas sem conhecer a trajetoria dos episodios 4, 5 e 6 (e principalmente esse ultimo e seu desfecho), conhecer antecipadamente a maneira como o Anakin foi para o lado negro da força nao teria a menos graça. E gente, to pirando aqui pra fazer o download rapido e assitir logo, porque agora eu afirmo que Stars Wars é a coisa mais legal que existe. Mesmo que a historia de fundo seja aguinha-com-açucar, os episodios antigos sao foda. Tão foda que dão todo sentido aos episodios novos, que sem os antigos seriam apenas filmes medianos. Tão foda que, mesmo sabendo que o Darth Vader era pai do Luke, eu me surpreendi na "hora" da revelaçao. Enfim, enfim. Vem ne mim, episodio 3!

Ouvindo Sophie Hunger - "The Tourist"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

post gay

assim, so porque o post mais recente é meio emo. Eu hesitei em postà-lo, escrevi e nao publiquei, até que eu cheguei à conclusão de que era daquela forma sim que eu me sentia na época e que, bem, quem sabe sirva pra relembrar que os problemas no final não são tão grandes assim (/filosofia de rodoviaria).

hoje estou com um trecho de um poema do baudelaire na cabeça, que é também cantado no começo de uma musica do Stars ("counting stars on the ceiling" ou algo assim) com um sotaque canadense leve - o que quer dizer que o francês nao é horrivel* - e cuja sonoridade me lembra aquele clichê de que o francês é uma lingua zenzual.

entao é isso, post gay e gratuito, valendoooo:

Les soleils couchants
Revêtent les champs,
Les canaux, la ville entière,
D'hyacinthe et d'or ;
Le monde s'endort
Dans une chaude lumière.

Là, tout n'est qu'ordre et beauté,
Luxe, calme et volupté.

(pra ouvir o tal sotaque e a tal musica: aqui)

*o sotaque canadense é super forte e nada sutil, eu acho o francês deles bem feio.. pra efeito de comparação, pensem na diferença entre o nosso português e o português de portugal... dà vontade de rir quando os portugueses falam, né? com os candenses é tipo isso.

Ouvindo Strokes - "Barely Legal"

sábado, 23 de janeiro de 2010

chorar resolve

Dizer que eu faço drama é rendudancia, entao nao entra em questao se eu estou exagerando ou nao. Mas essa cidade às vezes é tao maldita, e a burocracia francesa consegue ser tao estupida, que isso tem podado toda minha força de vontade de guardar a cabeça erguida. As vezes cansa ter que remar o tempo inteiro contra a maré, fazer valer sua indignaçao, apontar o dedo na cara das pessoas que fazem babaquice com vc. Nunca achei que grana fosse tudo, mas falta de grana é foda. Depender dos outros é foda (quando "os outros" no caso é sua mae que paga suas contas e esquenta sua comida, eu acho valido e digno ok). Procurar emprego, falar outra lingua, xingar em outra lingua, enfim. As vezes eu acho que fazer mestrado na frança é coisa pra estrangeiro rico mesmo, nao é coisa pra mim nao. Mas vou levando. A questao é que, ultimamente, minha reaçao ante qualquer contrariedade é chorar. Desde uma pessoa que é grossa comigo na rua até a VACA da prefeitura que nao quis me dar um documento que eu precisava muito por causa de uma bobagem. Talvez seja choro de um monte de coisas junto também, de saudade, de distância, de vontade de estar na minha casa onde tudo se resolvia por màgica, da ida ao médico à roupa pra lavar (oi mamae). E talvez eu tb tenha desaprendido a engolir o choro. Um dia ainda vou conseguir escrever tudo o que eu acho sobre a forma escrota como a burocracia trata os estranheiros aqui.

Mas bem, eu escrevo isso tudo porque - notem - a minha tendência em relaçao a blogs sempre tem sido de postar sobre coisas que me desagradam. Zura? Mas num tem que diga!

Um beijonocoração de quem ama reclamar também.

Ouvindo Radiohead - Idioteque

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nas raras vezes em que eu me lembro de passar no meu blog, eu leio os posts e fico espantada com o quanto o meu estado de espirito se assemelha ao de uma velha ranzinza. Olha, eu nao prometo nada, mas eu zuro que vou tentar parar de reclamar.

Soh nao prometo ser jovem, porque eu nao sei ser jovem. Nao sei "curtir com a galera", nao sei "zoar pa'caraleo", nao sei "vida loca meo".

E assim, eu gosto da França com muita moderaçao - mais do que antes, e infinitamente melhor adaptada, mas o "psdb/ pfl" daqui me da vontade de vomitar e a consciência ecologica de boutique dos franceses, idem. Mas talvez o - meu - problema seja muito mais com Paris, pq das vezes em que fui a Toulouse cheguei à conclusao que Toulouse >>>>> Paris.

Ouvindo Bee Gees - How Deep is Your Love? (sim, eu super curto bee gees, e pelo menos nao é a versao do Take That, ok????)

p.s.: hje o youtube me ofereceu dinheiro pra colocar publicidade em um dos meus videos pq ele é populaaaar e eu ri moito. Nem vou tentar pq o video em questao é o trailer de Big Fish, dai assim: olà, direitos autorais, tudo bem? Heh!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

no thank you, I don't wanna pay for this shit

Desde a época da fafich, o Otavio era um dos meus melhores companheiros de procrastinaçao. Porque amigo que é amigo é aquele que faz hora na cantina com vc e que depois faz companhia na madrugada via msn. Hoje o Otavio me mostrou que, mesmo à distância, a solidariedade com os desesperos acadêmicos alheios é uma coisa bonita de deus. Olha, ano passado a gente conseguiu parir uma monografia assim. E hoje parimos um plano B e descobrimos que terminar a vida como andarilhos pelo mundo pode conter muita seriedade. Aquele papo de preferir ser burro a ser muito inteligente - que eu nao vou tentar desenvolver em embromaçoes porque ele é legal demais pra virar clichê - e que é doravante nosso motor ideologico. Mas como eu ia dizendo, vamos começar  pela Romênia - que là estao os ciganos - e depois, como passarinho, a gente muda de hemisfério quando mudarem as estaçoes pra nao passar frio. Que ser gente grande, pagar contas, trabalhar solitariamente, se degladiar contra a burocracia, talvez seja uma vida séria demais pra ser levada a sério.

é, Brasil. Viva a criatividade que transborda.

Ouvindo Regina Spektor - "Chemo Limo"